Conteúdo fictício de demonstração. Pessoas, cidades, instituições e fatos citados são inventados para exemplo; não se trata de notícia real.
Meu avô contava que, quando a ponte de ferro foi inaugurada, a cidade inteira desceu até o rio para ver a primeira carroça atravessar. Era 1928, e aquela estrutura importada parecia coisa de outro mundo.
Quase cem anos depois, a ponte velha segue ali, agora reservada a pedestres e ciclistas, enferrujando devagar enquanto se discute o que fazer com ela.
Patrimônio não é saudosismo
Há quem diga que preservar construções antigas é coisa de saudosista. Discordo. Uma cidade sem marcos é uma cidade sem referências, onde cada geração começa do zero, sem saber de onde veio.
A ponte velha resistiu às enchentes de 1941 e de 1965. Foi caminho de namorados, de procissões, de operários a caminho da fábrica. Faz parte da paisagem e da memória afetiva de milhares de pessoas.
Restaurá-la custa menos do que parece e pode render muito: turismo, lazer e, sobretudo, a sensação de pertencimento que nenhuma obra nova consegue oferecer sozinha.
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